terça-feira, 30 de março de 2010

Próstata - Prostatite

A prostatite pode ser aguda ou crônica e esta última pode ser bacteriana ou abacteriana. Prostetite bacteriana aguda é causada por E. coli e outros bastonetes gram-negativos que causam infecções no trato urinário. Prostatite bacteriana crônica é causada pelos mesmos organismos e pode seguir-se à infecção aguda ou originar-se insidiosamente. Prostatite bacteriana crônica é causada por C. trachomatis e Ureaplasma urealyticum.
Clinicamente, a prostatite aguda causa disúria, frequência e lombalgia. A prostatite crônica pode ser sintomática ou silenciosa. É uma causa importante de infecção recorrente do trato urinário em homens.

FONTE: Robins, Patologia Básica. 8° ed. Rio de janeiro. Elsevier, 2008.

Alunos: Camila Gonçalves, Francisco Kadmo, Francisco Rodolpho.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Prostata

PROSTATITE

O que é?

É a inflamação aguda ou crônica, geralmente por bactérias.

Existem outros tipos de prostatite não vinculadas com bactérias, como as prostatites não bacterianas (virais, fúngicas, granulomatosas).

A prostatodinia seria uma situação na qual os sintomas se assemelham à prostatite, entretanto nenhum agente infeccioso é encontrado, ficando entre suas causas desde espasmos da musculatura perineal até estresse emocional.Atualmente , a tendencia atual é de se chamar estes casos de sindrome dolorosa pélvica, de origem inflamatória ou não.Outro tipo de prostatite é a encontrada em material de biópsia, sendo assintomáticas

A prostatite cronica é uma afecção que acomete de 10% a 14% dos homens de todas as idades e raças. É possível que 50% dos homens desenvolverão sintomas de prostatite em algum momento de suas vidas. Como se desenvolve ou se adquire?

A prostatite ocorre devido a vários fatores: migração de bactérias através da uretra em direção à próstata, deficiências da atividade antibacteriana da secreção prostática (a falta de zinco na secreção é freqüentemente apontada), falta de anticorpos locais e sistêmicos. Cada paciente pode apresentar preponderância de um ou de mais fatores.

A bactéria mais comum encontrada em prostatites infecciosas é a Escherichia coli (80%) a qual também é a mais encontrada em infecções do aparelho urinário.

Outros organismos são os bastonetes gram negativos e enterococos (germes encontrados no trato intestinal).

Microorganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis também são responsáveis por prostatites, principalmente, prostatite aguda.O gonococo foi no passado importante agente etiológico de prostatites. Os antibióticosmudaram este cenário.

O que se sente?

Ardência ou dor para urinar, freqüência urinária aumentada , dor na musculatura entre as pernas (períneo) e às vezes secreção uretral são os sintomas mais encontrados.

Nas prostatites agudas, o quadro clínico é mais grave, com presença de mal estar geral, febre, mialgias e dor abdominal. Na prostatite crônica, os sintomas são mais sutis com desconforto no períneo, testículos e região lombar.

Aumento da freqüência miccional diurna e noturna (polaciúria e noctúria), diminuição da libido, ejaculação dolorosa são sintomas também relatados pelos pacientes.

Como se faz o diagnóstico?

Um exame físico completo é necessário a fim de se descartar outras patologias que possam estar provocando os mesmos sintomas. Um toque retal mostrará uma próstata dolorosa, embora na prostatite crônica possa estar normal.

O médico não deverá massagear a próstata na fase aguda da prostatite a fim de não intensificar os sintomas. Exames de urina mostrarão a presença de bactérias, de leucócitos (pus) e de sangramento microscópico (hematúria). A urocultura com antibiograma identificará o germe, bem como orientará na escolha do antibiótico. A prostatite aguda geralmente é mais fácil de diagnosticar. O mesmo não acontece com a prostatite crônica que, além de muitas vezes não se achar o agente infeccioso, deve ser diferenciada de outras síndromes que ocasionam sintomatologia similar.

História de prostatite aguda prévia, infecção urinária no passado ou urocultura atual positiva reforçam o diagnóstico de prostatite crônica. Culturas fracionadas de urina (primeiro jato urinário, jato médio, urina pós-massagem prostática) são úteis no diagnóstico.

A ecografia transretal da próstata não acrescenta muito mais.

Como se trata?

O tratamento das prostatites bacterianas é com antibióticos como o trimetoprim e ciprofloxacina. A urocultura com antibiograma orienta na escolha do antibiótico somada à experiência do médico.

A prostatite aguda, sendo uma situação mais grave, exige um tratamento mais agressivo com antibióticos intramuscular ou endovenosos, hidratação do paciente, combate à dor e à febre; internação hospitalar é muitas vezes necessária.

Existem situações nas quais nenhuma bactéria é encontrada e os sintomas são semelhantes à prostatite crônica. O paciente fica ansioso com o problema e muitas vezes troca de urologista pois esse não resolveu seu problema. Esses pacientes talvez sofram de dor pélvica crônica a qual é de difícil tratamento. Banho de assento morno, atividade sexual regular, evitar ciclismo, anti-inflamatórios, benzodiazepínicos, antidepressivos, antibióticos (às cegas) e eletroestimulação perineal já foram utilizados nessa síndrome, mostrando a ineficiência de uma única terapia.

HIPERPLASIA DA PRÓSTATA:

Aumento do volume da próstata, quer por alargamento ou hipertrofia simples (600.0 Hipertrofia), quer por nódulos (600.1 Próstata nodular), por hiperplasia “histológica” (600.2 hiperplasia benigna) ou, ainda, por quistos (600.3 cisto da próstata).




A utilização das subcategorias pode esquematizar-se do seguinte modo
Código Descrição Notas
600.0x Hipertrofia (benigna) da próstata Alargamento ou aumento global do tamanho (não localizado) (sem lesões no exame histológico)
600.1x Próstata nodular Próstata com nódulo(s)
600.2x Hiperplasia benigna localizada da próstata Diagnóstico histológico benigno (adenofibromatose, adenoma, fibroadenoma, fibroma, mioma ou pólipo)
NB: outros tumores benignos → 222.2

600.3x Cisto da próstata Quistos de conteúdo líquido
600.9x Hiperplasia da próstata, não especificada Na ausência de mais informação

REFERÊNCIAS:http://portalcodgdh.min-saude.pt/index.php/Hiperplasia_da_pr%C3%B3stata. http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?349

POR: Francisco Kadmo Modesto Silva, Camila Gonsálves, Francisco Rodolpho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Prostatite

Prostatite ou inflamação da próstata é, de modo geral, uma infecção do trato urinário que se espalhou para a próstata. Usualmente é tratada com antibióticos.

Prostatite aguda - A inflamação da próstata pode ocorrer em praticamente todas as idades. É frequentemente devida a infecção. Embora a cistite – uma infecção da urina que causa queimação e frequência – seja uma doença que mais comumente afeta as mulheres, esses sintomas podem ocorrer nos homens. Os sintomas podem ser causados por uma infecção da próstata chamada prostatite aguda. Ela pode provocar febre alta e fazer com que o paciente sinta-se bastante mal. Em homens idosos que também sofrem da HBP, qualquer sintoma próstatico pode piorar e, às vezes, a prostatite causa retenção da urina. Algumas vezes a infecção do testículo chamada epididimite complica a prostatite e os sintomas decorrentes superam aqueles da própria próstata. Da mesma forma que a cistite simples, ela é tratada com antibióticos. Entretanto, a próstata não absorve antibióticos com facilidade e muitos deles não agem adequadamente dentro dela. No caso de se suspeitar de uma infecção da próstata, o amtibiótico mais indicado é uma quinolona – exemplos são a ciprofloxacina, a ofloxacina, a norfloxacina. O importante é que o antibiótico seja usado por um tempo suficiente para debelar a infecção completamente. Isto geralmente significa várias semanas de tratamento. A série toda do amtibiótico deve ser tomada, mesmo que os sintomas tenham desaparecido, para evitar que infecção volte novamente.Beber muito líquido e repousar é muito importante enquanto os sintomas estão fortes. Evitar a atividade sexual talvez seja sensato, mas a maioria dos pacientes não tem essa disposição. Posteriormente, passado o período mais doloroso, o sexo frequente pode ajudar, pois cada ejaculação é uma oportunidade para limpar uma infecção remanescente. Raramente se desenvolve um abcesso. Este é tratado drenando-se o pus de uma operação muito semelhante à RTUP.

Prostatite crônica - Esta pode levar a uma ocasional reativação dos sintomas da cistite ou causar mais dor crônica. Essa dor localiza-se no baixo abdômen, nos testículos, entre as pernas ou mesmo o ânus. A prostatite crônica pode ser muito difícil de se diagnosticar, uma vez que os sintomas que ela produz podem ser devidos a toda sorte de condições, não necessariamente envolvendo a próstata. Se forem causados por prostatite, a próstata pode estar dolorida ao exame físico. O médico pode tentar fazer uma cultura bacteriana de amostra de líquido tirado da próstata massageando-a ou por uma amostra de sêmen. Algumas vezes a próstata está inflamada, mas não parece estar infectada por bactéria. A causa deste tipo de prostatite ainda não está bem esclarecida, mas os sintomas são às vezes melhorados com antiinflatórios tais como o ibuprofen ou indometacina – embora muitos outros medicamentos similares possam ser usados.

Prostatidínia - Sintomas semelhantes aos da próstatite são causados por uma condição chamada prostatodínia. Isto provavelmente resulta de espamos do músculo na próstata e certamente muitos homens que sofrem disso podem ser ajudados pelos mesmos alfabloqueadores usados na HBP. Os prblemas causados por espasmo muscular geralmente são agravados por ansiedade e stress e muitos homens costumam mesmo ligar seus sintomas a dificuldades no trabalho. A própria preocupação em relação à condição pode agravá-la. Nessas condições ajuda bastante fazer um check-up da próstata para se despreocupar. É muito pouco comum que dor na próstata seja causada por câncer.

Causas da prostatite - É importante lembrar que a prostatite pode ser muito difícil de se diagnosticar e que seus sintomas não são muito específicos. Você pode ser encaminhado a um urologista para verificar se trata de uma prostatite. Se ele não encontrar nada, então você será encaminhado a um outro especialista para continuar a investigação dos seus sintomas.

Postado por Rodolpho Nóbrega

quarta-feira, 24 de março de 2010

Parafimose

Ocorre quando a retração do prepúcio em presença de fimose, leva um estrangulamento do pênis, com dificuldade do retorno venoso e linfático, ocasionando edema importante, que pode evoluir para isquemia e ate necrose do prepúcio e da glande. Pode ser resolvido pela compressão da glande e tração do prepúcio sobre a glande, quando a redução manual não for possível, está indicada a secção do anel prepucial e posterior correção cirúrgica da fimose.

POSTADO POR: PATRICIA/TICILA / PAULO 221.5

PRIAPISMO NA DOENÇA FALCIFORME

Priapismo é definido pela ereção peniana prolongada e dolorosa não acompanhada de desejo ou estímulo sexual, usualmente persistente por mais de quatro horas. Esta condição é considerada uma emergência urológica e, infelizmente, a disfunção erétil é seqüela comum no tratamento inadequado.
Classicamente, de acordo com o grau de oxigenação sangüínea no corpo cavernoso, são descritos dois tipos de priapismo: baixo fluxo (isquêmico) e alto fluxo (não isquêmico). Inicialmente descrita por Diggs em 1934, a forma típica de priapismo em pacientes portadores de doença falciforme é a de baixo fluxo, podendo ocorrer de modo agudo ou recorrente (stuttering). O priapismo recorrente é caracterizado por episódios durante o sono onde não ocorre detumescência ao acordar. Em geral, dura menos de três horas, não cursa com dor intensa e tende a cessar espontaneamente. Entretanto, quando ocorre repetidamente tende a interferir na qualidade de vida do paciente.


Na anemia falciforme, o priaprismo está associado com baixo nível de hemoglobina e com alterações nos marcadores de hemólise: contagem de reticulócitos, bilirrubinas, desidrogenase lática e aspartato aminotransferase (AST). Além disso, pacientes com priaprismo têm cinco vezes mais chance de desenvolver hipertensão pulmonar.

FONTE: VicariI P., Figueiredo S. Maria, Priapismo na doença falciforme Rev. Bras. Hematol. Hemoter. v.29 n.3 São José do Rio Preto jul./set. 2007
POSTADO POR: PATRICIA/ TICILA / PAULO TURMA: 221.5

segunda-feira, 22 de março de 2010

ATROFIA TESTICULAR

O sistema genital masculino esta sujeito a um conjunto de patologias. Estas afetam as partes externas sendo mais notável precocemente, porém, quando as partes internas são afetadas podem não serem notadas e evoluem para um estágio tardio, sendo dificultoso o tratamento.
A atrofia testicular é mais comum no testículo direito que no esquerdo devido à associação com a criptorquidia que acomete mais o testículo direito.
Os testículos se desenvolvem atroperionealmente na parede dorsal da cavidade abdominal. Durante o seu desenvolvimento fetal eles migram e se alojam dentro da bolsa escrotal e ficam suspensos na extremidade do cordão espermático. Por causa da migração, cada testículo arrasta consigo um saco de membrana serosa, a túnica vaginal, derivada do peritônio. Esta túnica recobre todo o órgão que tem um formato ovalado.
O escroto tem um papel importante na manutenção dos testículos a uma temperatura abaixo de 3º C abaixo da temperatura corporal.
Quando os testículos durante a vida fetal mantem-se à temperatura do corpo, estes não evoluem e saindo da cavidade abdominal podem vir impedir a espermatogênese, daí, essa patologia é denominada criptorquidismo. A criptroquidia unilateral está associada com a atrofia do testículo podendo vir levar a esterelidade.
No início da vida a evidencia de atrofia não e tanto notável, já no indivíduo de 5 ou 6 anos de idade pode-se ver a diferença do crescimento do testículo e na puberdade torna-se mais evidente.
A correção cirúrgica do testículo não descido dentro do escroto, antes da puberdade, diminui a probabilidade de atrofia testicular e reduz o risco de câncer e infertilidade. Por esta razão, é importante examinar recém-nascidos do sexo masculino para conferir se ambos os testículos estão presentes no escroto, embora a proliferação das células germinativas seja inibida pela temperatura abdominal, o mesmo não acontece com a síntese de testosterona.
Isso explica porque os homens com criptorquidismo e atrofia testicular podem ser estéreis, mas desenvolvem suas características masculinas secundárias e alcançam ereção.

ROBBINS. Sistema Genital Masculino. Patologia de Órgãos e Sistemas. 7ed.
Steve Parker, O Livro do Corpo Humano, São Paulo; Ciranda Cultural 2007.
Postado por: Pedro Gustavo e Sabrina Ellen (Biomedicina 221.5)

HIDROCELE


A membrana que envolve o testículo pode esta preenchida por excesso de líquidos causando um inchaço, ou hidrocele.
Cada testículo é envolvido por uma membrana de dupla camada que, sob condições normais, contém uma pequena quantidade de líquido, fazendo com que os testículos pareçam inchados. Esta condição ocorre mais frequentemente em crianças e nos idosos.
As causas da hidrocele normalmente não são conhecida, embora, infecção, inflamação ou traumatismo nos testículos podem ser possíveis fatores desencadeantes. A hidrocele geralmente é indolor, mas uma sensação de desconforto devido ao tamanho e peso aumentados do escroto. Em pacientes mais jovens esta condição melhora sem necessitar de tratamento. Entretanto, se a patologia estiver causando desconforto, a hidrocele pode ser removida cirurgicamente ou, para aqueles que não se encontram em condições de se submeter a uma cirurgia, o líquido pode ser drenado através de uma seringa e uma agulha.
OBS: testículos aumentados na hidrocele é o resultado do excesso de líquidos preenchendo o espaço entre a camada da dupla membrana que envolve o testículo, isso faz o escroto parecer aumentado.

ROBBINS. Sistema Genital Masculino. Patologia de Órgãos e Sistemas. 7ed.
Steve Parker, O Livro do Corpo Humano, São Paulo; Ciranda Cultural 2007.
Postado por: Pedro Gustavo e Sabrina Ellen (Biomedicina 221.5)